segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Bizancio


   O Império Bizantino foi herdeiro do Império Romano do Oriente tendo sua capital em Constantinopla ou Nova Roma. Durante o seu período de existência, o grande governante que teve em sua região foi Justiniano, um legislador que mandou compilar as leis romanas desde a República até o Império; combateu as heresias, procurando dar unidade ao cristianismo, o que facilitaria na monarquia.

    Este vídeo está divido em duas partes..aproveitem...bjs








O Imperador Romano Constantino concedeu aos cristãos, em 313 d.C., a liberdade de culto e sua proteção oficial. Mas sua maior preocupação, neste período, era o enfraquecimento do império romano, com a iminente invasão dos bárbaros. Para tentar solucionar este problema, ele deslocou o centro de decisões do governo para a antiga colônia grega, Bizâncio, batizando-a com seu nome – Constantinopla. Assim, a partir de 395 d.C., o Império foi dividido em dois – o do Ocidente, englobando a Itália, a Gália, a Espanha, a África do Norte, no qual o latim era a língua oficial, e o do Oriente, abrangendo o Egito, a Palestina, a Ásia Menor, a Grécia e a Macedônia, região em que se falava o grego. Nos dois impérios, a partir de 380 d.C., o Cristianismo tornou-se religião de Estado.
Foi justamente no Império do Oriente que nasceu a arte bizantina, eminentemente cristã. Por sua localização geográfica, ela foi influenciada por Roma, Grécia e pelo Oriente, principalmente pelos persas. Essa mescla de formas gerou um estilo novo, rico e colorido. Sempre vinculada ao Cristianismo, ela privilegiou o espiritual em detrimento do material, destacou o conteúdo, não a forma, e enveredou por um caminho místico. O mosaico é sua expressão mais conhecida, mas sua função principal não era a decorativa, e sim a educativa, pois ele visava orientar os cristãos através da reprodução de cenas da vida de Cristo e também dos imperadores, aos quais se atribuíam poderes divinos, pois o regime político vigente era a teocracia.
As imagens dos imperadores estavam sempre presentes nos mosaicos, especialmente junto à Virgem Maria e a Jesus. Para criar uma aura de grandiosidade espiritual, as pessoas eram representadas frontalmente e na vertical nos mosaicos e afrescos. O dourado era a cor dominante, por simbolizar o ouro. A arquitetura também foi um estilo artístico dominante nessa época, principalmente a das igrejas, que eram geralmente construídas sobre uma base circular, octogonal ou quadrada, continham grandes cúpulas, eram vastas e ricamente decoradas. O exemplo mais conhecido deste estilo é a Igreja de Santa Sofia, localizada em Istambul, obra dos arquitetos Antêmio de Tralles e Isidoro de Mileto.
A história deste estilo artístico pode ser dividida em cinco períodos:
  • Período Constantiniano – Momento inicial, do qual restam apenas obras arquitetônicas, pois da pintura, da escultura e dos mosaicos desta época pouco se encontra hoje.
  • Período Justiniano – Caracterizado por uma decoração naturalista, com enfeites cada vez mais elaborados. Esta mesma tendência apresenta-se também nos tecidos de seda, inspirados na arte persa. Esta é a primeira idade de ouro deste estilo artístico.
  • Período Macedoniano  – Depois de uma era iconoclasta, durante a qual as raras esculturas produzidas foram destruídas pelos imperadores que sucederam Justiniano, por evocarem idolatrias pagãs, a arte bizantina vive seu segundo momento áureo. Ela atinge seu apogeu durante o reinado de Constantino VII (945-959). Há uma hierarquização na decoração das igrejas – a parte mais elevada para representar Cristo, a Virgem e os santos; a intermediária com cenas da vida de Jesus e a inferior para a expressão de patriarcas, apóstolos, mártires e profetas. Destaca-se, dessa época, a escultura em marfim.
  • Período Comneniano – Esta arte mais espiritual será a fonte de inspiração do estilo bizantino dos Bálcãs e da Rússia, com destaque para os ícones e a pintura mural.
  • Período Paleologuiano  – Predomínio da pintura mural sobre o mosaico, por ser uma técnica de baixo custo. Surge a Escola de Constantinopla, que produz obras mais vivas e autênticas.
  • Estilo ítalo-bizantino – Os bizantinos ocuparam partes da Itália entre os séculos VI e XI, dando origem a esta arte, que se desenvolveu principalmente em Veneza, Siena, Pisa, Roma e na Itália Meridional. Pintores como Duccio e Giotto lançaram as bases da pintura italiana valendo-se dos ícones.
A arte bizantina sobreviveu até a queda de Constantinopla, em 1453, invadida pelos otomanos. Neste momento, ela iniciava uma terceira fase de ouro, mas pode-se afirmar que suas influências estenderam-se além deste marco histórico, pois na segunda metade do século XV e durante parte do século XVI esta arte ainda prosperava nas regiões em que dominava a ortodoxia grega.
Fontes:
GOMBRICH, ERNST H., Breve História do Mundo, 1ª Edição, 2001, Editora Martins Fontes, São Paulo, S.P.

Como a Arte Fez o Mundo Episódio 5


Como a Arte Fez o Mundo Episódio 4


Como a Arte Fez o Mundo Episódio 3


Como a Arte Fez o Mundo Episódio 2


        Continuem assistindo ...






Como a Arte Fez o Mundo


    Essa é uma reportagem da BBC em 5 episódios... espero que gostem, é uma grande ajuda para o vestibular... Parte 1


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Aleijadinho

    Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, nasceu em Vila Rica, hoje Ouro Preto MG, por volta de 1730. Era filho natural de um mestre de obras português, Manuel Francisco Lisboa, um dos primeiros a atuar como arquiteto em Minas Gerais, e de uma escrava africana ou mestiça que se chamava Isabel.


Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, nasceu em 29 de agosto de 1730 em Vila Rica (atual Ouro Preto).
É considerado um dos maiores artistas barrocos do Brasil e suas esculturas e obras de arquitetura encantaram a sociedade brasileira do século XVIII.
O artista usava em suas obras, madeira e pedra-sabão (matéria-prima brasileira), além de misturar diversos estilos barrocos (rococó e estilos clássico e gótico).
Sua existência é cercada por controvérsias. Muitos estudiosos acreditam que ele não existiu e que foi , na verdade, uma invenção do governo de Getúlio Vargas.
Aos 40 anos, ficou doente. Ninguém sabe ao certo o que o houve, mas especula-se que teve lepra e foi por causa da doença que recebeu o famoso apelido.

Igreja de São Francisco de Assis
Aos poucos, foi perdendo o movimento das mãos e dos pés e para trabalharpedia ao seu ajudante para amarrar as ferramentas no seu braço. Mesmo assim, continuou trabalhando em igrejas e altares de Minas Gerais.
ALGUMAS DE SUAS OBRAS
  • Igreja de São Francisco de Assis (considerada uma das maiores realizações de Aleijadinho. Ele esculpiu, talhou e ornamentou a parte interna da igreja)
  • Igreja de Nossa Senhora do Carmo
  • Palácio dos Governadores
  • Os Passos da Paixão: são esculturas em madeira feitas por Aleijadinho e pintadas por Ataíde que representam o calvário de Cristo. Estão dispostas em 6 capelas ao longo do Morro do Maranhão, diante da Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos (em Congonhas do Campo). Na frente desta igreja estão as famosas estátuas d’Os Doze Profetas, esculpidos em pedra-sabão, em tamanho natural. Consta que Aleijadinho esculpiu Os Doze Profetas (considerada sua obra mais conhecida) com a ajuda de escravos e com instrumentos amarrados no pulso. As obras teriam começado em 1796 e terminado alguns anos antes da sua morte em 1814.
  • Igreja de São Francisco de Paula (imagem do padroeiro)

Teto da Igreja de São Francisco de Assis, pintado
por Aleijadinho
Morreu doente e abandonado em 18 de novembro de 1814. Infelizmente, a importância de seutrabalho só foi reconhecida após sua morte.
A vida e obra desse excelente artista foram retratadas na TV e no cinema:
- Cristo em Lama (cinema)
- Aleijadinho – Paixão, Glória e Suplício (cinema)
- No Caso Especial da Rede Globo com Stênio Garcia (TV)